Friday, December 29, 2006

OS MELHORES FILMES DE 2006

Chegou a hora de divulgar a lista dos melhores filmes que vi em 2006.

Primeiro, vamos aos critérios:
- Vale qualquer filme que tenha estreado nos cinemas brasileiros durante o ano, ou que eu tenha visto em eventos como a Mostra SP.
- Valem filmes que foram lançados nas locadoras pela primeira vez neste ano, e que eu ainda não tivesse visto nos cinemas. É uma espécie de repescagem.

Os campeões dos anos anteriores foram:
1998: Los Angeles – Cidade Proibida
1999: Clube da Luta
2000: Beleza Americana
2001: Moulin Rouge – Amor em Vermelho
2002: Cidade de Deus
2003: Tiros em Columbine
2004: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
2005: Closer - Perto Demais

Os 10 mais de 2006 são:

10. “O Labirinto do Fauno”, de Guillermo Del Toro
Fascinado por filmes de terror, o mexicano Del Toro criou uma fábula assustadora, um conto de fadas para adultos impressionante, com toques de drama político.

09. “Obrigado por Fumar”, de Jason Reitman
Uma das grandes surpresas do ano, o filme de estréia de Reitman não poupa ninguém na guerra da indústria tabagista. Num elenco cheio de caras conhecidas, Aaron Echkhart se sobrassai como um lobista cínico.

08. “Soldado Anônimo”, de Sam Mendes
Estreou nos cinemas brasileiros em janeiro, e está sendo injustamente deixado de lado nas listas de melhores. Mas o diretor de “Beleza Americana” e “Estrada Para Perdição” mostra versatilidade ao virar suas lentes para uma guerra onde os soldados só ficam esperando os conflitos, numa tensão insuportável. Bons diálogos e Jake Gylenhaal e Jamie Foxx brilhando.

07. “A Lula e a Baleia”, de Noah Baumbach
Parceiro de Wes Anderson (“Os Excêntricos Tenembaums” e “A Vida Marinha Com Steve Zissou”), Baumbach escreveu e dirigiu essa pérola agridoce sobre duas crianças enfrentando o divórcio dos pais. Passou quase despercebido nos cinemas, mas vale a pena procurar nas locadoras.

06. “V de Vingança”, de James McTeigue
Polêmica adaptação da história em quadrinhos de Alan Moore, o filme fez muita gente vestir a carapuça ao retratar um regime totalitário ameaçado por um terrorista que não mede esforços para devolver o poder ao povo. A careca de Natalie Portman quase roubou toda a atenção, mas ela continuou linda mesmo assim.

05. “Filhos da Esperança”, de Alfonso Cuarón
Mais um retrato de futuro apocalíptico. Dessa vez o problema é que as mulheres ficaram misteriosamente estéreis e a humanidade está próxima da extinção. Cuarón dirige com maestria cenas de ação em planos-sequências e Clive Owen mostra que é o cara.

04. “Pequena Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris
O filme definitivo sobre a família disfuncional, tema que é a verdadeira obsessão dos cineastas independentes norte-americanos. Viajando numa kombi amarela velha, esses adoráveis perdedores dividem dores e momentos de ternura, que acertaram em cheio o coração de crítica e público. E Steve Carrell (de “The Office”, a melhor série do ano) está ótimo.

03. “Os Infiltrados”, de Martin Scorsese
O “maior cineasta norte-americano vivo” montou uma obra digna de figurar entre seus melhores trabalhos. Jack Nicholson com a cara de louco de sempre e Leonardo DiCaprio em sua melhor atuação até hoje, envolvidos numa trama de traições e violência, muita violência.

02. “Paradise Now”, de Hany Abu-Assad
Veio da Palestina o filme que retrata de forma bastante imparcial as intermináveis guerras na região de Israel. Dois homens são recrutados para um atentado suicida, e pensam se tudo aquilo vale a pena. Cheio de surpresas e sem maniqueísmos tolos.

01. “Babel”, de Alejandro González Iñárritu
Iñárritu é o outro integrante da Tríade Infalível mexicana a aparecer nesta lista (os outros são Del Toro e Cuarón). O filme fecha os temas já tratados em suas obras anteriores (“Amores Brutos” e “21 Gramas”) e mostra um diretor com completo domínio da linguagem cinematográfica, levando a platéia numa jornada de sofrimento, intolerância e esperança em diversos continentes. Astros e atores desconhecidos se destacam igualmente e o resultado é arrebatador. “Babel” foi exibido em 2006 nas Mostras do Rio e de São Paulo e entra em cartaz oficialmente em janeiro.

Esse post fecha oficialmente os trabalhos do Câmbio e Desligo em 2006.
Voltamos em 2007. Obrigado pelas visitas e excelente ano-novo!

1 Comments:

Anonymous Lu said...

Não falaremos do maestro aqui?
Demorou para voltar né? Tédio essa semana.

05 January, 2007 06:25

 

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