Wednesday, December 28, 2011

Os Melhores Filmes de 2011

10. “Amores Imaginários”, de Xavier Dolan
O jovem canadense desponta como uma das grandes promessas dessa década que se inicia. Neste seu segundo filme, coloca fôlego novo no velho caso do triângulo amoroso, objeto de milhões de produções ao longo da história do cinema, e faz de uma forma a soar moderno, conectado de forma orgânica com seu público.

9. “O Discurso do Rei”, de Tom Hooper
Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham-Carter formam um trio muito bem azeitado para contar a história de como o Rei Jorge VI da Inglaterra venceu seus bloqueios para assumir seu papel no trono. Podia ser uma obra banal, mas as atuações, os diálogos inspirados (com o infalível requinte britânico) e os enquadramentos do filme de Tom Hooper elevam o nível.

8. “Reino Animal”, de David Michôd
Quem poderia imaginar que a ensolarada Austrália tem em seu submundo uma máfia tão ameaçadora quanto as retratadas nos filmes de Martin Scorsese? Aqui não há laço de família forte o suficiente para se sobrepor à lei do mais forte. Em seu primeiro longa de ficção, Michôd mantém o clima de tensão numa trama onde ninguém está seguro.

7. “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen
Depois da decepção “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos”, Allen voltou inspirado com essa fábula sobre um escritor que tem a chance de encontrar seus ídolos num passe de mágica. É um belo conto, sobre deixar de viver no passado e ir atrás do que te faz feliz no presente e vai construir seu futuro.

6. “Hanna”, de Joe Wright
O filme mais subestimado do ano. Ainda não entendi porque esse empolgante thriller foi praticamente ignorado no exterior e, consequentemente, jogado direto para o DVD por aqui. O diretor de “Orgulho e Preconceito” e “Desejo e Reparação” mostra que pode ser melhor ainda fora dos filmes de época, e a menina Saoirse Ronan surpreende como heroína.

5. “Exit Through The Gift Shop”, de Banksy
Mais uma provocação do genial artista misterioso Banksy. Nesse “documentário”, ele brinca com o conceito de arte ao construir o mito de Mr. Brainwash, que da noite para o dia vira O cara para a galerinha descolada. Ao mesmo tempo em que satiriza essa cultura, o filme também conta a história dos principais nomes da street art atual.

4. “Tudo pelo Poder”, de George Clooney
Aos 45′ do 2º tempo estreou no Brasil este magnífico e tenso thriller político, no qual Ryan Gosling encarna um jovem idealista que, ao entrar nas profundezas da disputa presidencial norte-americano, acaba por cair numa areia movediça da qual não sairá limpo. O elenco de luxo só ajuda: Phillip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei, Jeffrey Wright, Evan Rachel Wood, além do próprio Clooney, em seu melhor trabalho como diretor.

3. “Melancolia”, de Lars Von Trier
O egocêntrico dinamarquês mostra mais uma vez porque é um dos cineastas fundamentais do mundo contemporâneo. O duelo entre Kirsten Dunst (no que de longe é seu melhor papel no cinema) e Charlotte Gainsburg expõe duas filosofias que se chocam toda hora em tempos atuais: enquanto uma torce para que o fim do mundo acabe com seus problemas, outra se agarra como pode para manter as coisas em ordem.

2. “Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami
Nesse filme que agrega diferentes culturas, o iraniano Kiarostami nos leva numa viagem pela Toscana com o inglês William Shimell e a francesa Juliette Binoche. No percurso, discussões sobre relacionamentos, escolhas e arrependimentos. Nada é o que parece, num jogo que traz mais perguntas do que respostas.

1.“Cisne Negro”, de Darren Aronofsky
Não adianta reclamar só porque seu colega que não é pseudo-intelectual também entendeu o filme. “Cisne Negro” é do cacete, e a bailarina de Natalie Portman será sempre lembrada no panteão das personagens mais perturbadas do cinema. De quebra ainda elevou Mila Kunis ao status de musa. E que fotografia! E que edição! Filme de arte para as massas.

3 Comments:

Blogger Reinaldo Glioche said...

Filme de arte para as massas! não à toa, Cisne negro está encabeçando nove em dez listas de cinéfilos nesse fim de ano.
Gostei do seu ranking. Gostei mais até do que o que vc elaborou no ano passado. Não incluiria aí dois ou três filmes, mas não há espaço para menosprezá-los por estarem aqui.
Grande abraço e feliz ano novo!

29 December, 2011 05:19

 
Anonymous cainan said...

Grande Diegão, saudade de nossas conversas sobre cinema na época do Santa. Mas continuamos divergindo. Cisne Negro filme-enganação-de-arte para a massa pseudo-intelectual seria uma classificação melhor. negroXbranco, sexualxfrígida, blé, esses movimentos são muito esquemáticos e chatos. Embora impossível negar a potência do diretor em criar imagens e carregar a narrativa. Muito coeso e muito forte. Enfim, lista é lista e como c... cada um tem a sua. Mas lista de 2011 sem Garoto de Bicicleta pra mim não é lista. rss. Valeu cara, saudade!

06 February, 2012 05:02

 
Blogger Diego Olivares said...

Grande Cainan,

Pois é, já tive alguns debates calorosos com amigos sobre o Cisne Negro. Mas essa questão de pseudo-intelectual... Acho que na verdade é o contrário. Conheço mta gente que não é nem um pouco cinéfila e adorou o filme, embarcou na ideia, entendeu esses movimentos. E o filme tem o mérito de ter feito isso sem, a meu ver, nivelar por baixo.
É como vc falou, cada um tem seu gosto. Eu, por exemplo, achei O Garoto da Bicicleta apenas ok. Hehe.
Vamos conversar mais!
Abs

06 February, 2012 08:49

 

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